Diogo Ramada Curto (1959-2026)

 

premio RADI 2026

 

 

 

A Associação dos Amigos Do Arquivo Historico Diplomatico lamenta profundamente a morte do Prof. Doutor Diogo Ramada Curto e lembra o seu trabalho na identificação do Fundo do Livro Antigo da Biblioteca do MNE:

Ao iniciarmos estas notas sobre cerca de 298 títulos , dos séculos XVI a XVIII, que constituem o Fundo do Livro Antigo do MNE (…) um dos objetivos consiste em chamar a atenção para o facto de as bibliotecas poderem sempre ser pensadas como resultado de diferentes sedimentações, relativas aos usos dos livros que estão à sua guarda, formando diversas camadas reveladoras de várias continuidades culturais

A construção da liberdade e das independências dos países de língua portuguesa, influências mútuas

 

capa do Boletim  Bibliográfico

 

Hoje dia 9 de outubro na sede CPLP o colóquio 50anos de influências mútuas. Organização conjunta da CPLP e do Instituto Diplomático


Pode ver aqui

 

Embaixadora Vera Fernandes na Memória Oral da Diplomacia Portuguesa

 

foto Vera  fernandes50 anos após a sua entrada na carreira diplomática, venha conhecer o que Vera Fernandes tem para partilhar sobre o Protocolo de Estado e o MNE durante o PREC; os Consulados em França e na Índia; as Embaixadas de Portugal na Áustria, Hungria, Canadá, Etiópia e Bulgária; o Escritório da Representação de Portugal na Palestina; a União Africana, a União Europeia, as agências da ONU em Viena; ou a OSCE. E, ainda: a questão de Timor-Leste; o Euro 2004; a Associação de Diplomatas de Otava; a Kalidasa Academia; as missões internacionais das Forças Armadas Portuguesas na Somália e no Kosovo… e, claro, sobre os desafios que as mulheres pioneiras do grupo de 1975 tiveram de enfrentar na carreira diplomática. Tudo isto e muito mais, pode consultar neste link: https://memoriaoraldiplomacia.mne.gov.pt/pt/entrevistas/vera-fernandes

15.º Congresso Nacional BAD - Submissão de propostas

Informa-se que está a decorrer a submissão de propostas para o 15.º Congresso Nacional BAD, que terá lugar na Universidade Portucalense, no Porto, nos dias 17, 18 e 19 de junho de 2026.

O prazo para o envio de propostas termina a 6 de outubro de 2025.

Nesta edição, a submissão deve ser feita exclusivamente através da nova plataforma de gestão de propostas, disponível em: https://www.conftool.pro/bad2026/

Convidamo-lo/a a participar ativamente neste congresso, submetendo a sua proposta e contribuindo para o debate e a partilha de conhecimento na área da informação, documentação e bibliotecas.

Mais informações sobre o congresso estão disponíveis em: https://eventos.bad.pt/15congresso/

A BAD conta com a participação de todos 

Aristides de Sousa Mendes - Na encruzilhada de uma carreira

Unpublished

Ana Gomes na Memória Oral da Diplomacia Portuguesa

 

foto Ana Gomes Se pensa que já não há mais nada de mais a saber sobre a mais conhecida das mulheres da diplomacia portuguesa, pense duas vezes.
É certo que o seu envolvimento na batalha pela independência de Timor-Leste, enquanto diplomata de Portugal na Comissão dos Direitos Humanos, da ONU, e na Indonésia, não podia faltar.
Mas as memórias de Ana Gomes sobre os bastidores da diplomacia vão bem mais para além disso.
Para ler, na íntegra, em https://memoriaoraldiplomacia.mne.gov.pt/pt/entrevistas/ana-gomes

 

Projeto EUDIA - História do Estabelecimento das Relações Diplomáticas entre os países da União Europeia

historia das relações diplomaticas

Seria de se esperar que dados básicos sobre a rica história diplomática da Europa já estivessem disponíveis há muito tempo, mas não é o caso. 

Na verdade, os membros da EUDiA tiveram a ideia deste projeto em decorrência das inúmeras solicitações que a maioria deles recebe sobre a data exata do estabelecimento das relações diplomáticas entre seus países e outros Estados, europeus ou não. 

O que eles perceberam foi que, na maioria dos casos, não havia uma data exata ou mesmo uma data única para esses eventos. E isso sempre foi um problema de pesquisa e interpretação.

Este projeto procura, pela primeira vez, harmonizar estes dados dentro dos Estados-Membros da UE e criar uma base de dados contendo todos os dados disponíveis sobre o estabelecimento de relações diplomáticas bilaterais.

Pode ver aqui

 

Dia Internacional em Memória das vitimas do Holocausto - 27 Janeiro

 capa o livro orgulhosamente sós

O Arquivo Histórico e Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros assinala o dia Internacional em Memória das vitimas do Holocausto

Archives & Records Association 2025 Conference

 

memoria oral

Em 2025 terá lugar em Bristol a primeira conferência híbrida de sempre da Archives and Records Association.  O tema da conferência será “Next Generation: Innovation and Imagination in Record Keeping"

Vivemos num mundo desafiante e em tempos difíceis, mas a adversidade gera inovação, levando-nos a considerar abordagens diferentes, talvez melhores. O tema da conferência deste ano constitui uma oportunidade para refletir sobre os nossos êxitos e avaliar o que poderia ter corrido melhor.

O tema da conferência deste ano: A próxima geração: Inovação e imaginação na manutenção de registos dá-nos a oportunidade de perguntar como as coisas eram, como são, como poderiam ser e o que estamos a fazer para lá chegar?

Para mais informações e datas aceda ao site da conferência 

Lancamento Livro "Crepúsculo do Império"

Bolsa de Investigação para Licenciado/a — DecTiL

 

cartaz exposição

Encontra-se aberto concurso para a atribuição de uma Bolsa de Investigação para Licenciado/a no âmbito do projecto “Examinar a descolonização de Timor-Leste, 1974-82: o Relatório Riscado” (2023.10636.25ABR), acolhido pelo Instituto de História Contemporânea e financiado por fundos nacionais através da Fundação para a Ciência e Tecnologia. O bolseiro/a será integrado/a na equipa do projecto e desenvolverá as seguintes tarefas: 

        – Recolha e análise de material bibliográfico e arquivístico, em particular no Arquivo da Defesa Nacional, na Torre do Tombo, Arquivo Histórico da Presidência da República e no Arquivo Histórico-Diplomático; 

        – Participação nas actividades científicas do projecto (organização de eventos, nomeadamente os workshops do projeto, participação em seminários de discussão, preparação de publicações, etc.)

mais informações 

 

 

Portugal-México: 160 anos de Amizade

 

cartaz exposição

O México e Portugal estabeleceram relações diplomáticas em 20 de outubro de 1864. Para celebrar esta efeméride, a Embaixada do México em Portugal, em colaboração com várias entidades, organiza eventos especiais, sendo um deles a exposição México e Portugal: 160 anos de amizade no Arquivo Nacional da Torre de Tombo

Esta exposição reúne documentos e fotografias fornecidos por instituições de ambos os países, nomeadamente pelo Acervo Histórico Diplomático do México e pelo Arquivo Histórico do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal.
Estará patente entre 17 de outubro e 19 de dezembro

 

In Memoriam João Diogo Nunes Barata (1941-2024)

Uma viagem pelo que viveu e acompanhou durante a sua carreira que vai para além da diplomacia. João Diogo Nunes Barata teve um percurso ímpar que o levou a privar com alguns dos mais importantes atores políticos nacionais. No momento da sua morte recordamos algumas das suas memórias[1]:

 

“Entrei para o Ministério dos Negócios Estrangeiros e, depois, como fui o primeiro classificado do concurso, fui colocado na secção – na altura não havia sequer repartições – na secção que tratava do assunto mais importante na altura que era a secção dos Negócios Políticos Ultramarinos. Isto passa-se em 1964.

 

O Franco Nogueira… A primeira coisa que o Franco Nogueira fez quando o nosso concurso foi aprovado… Chamou os seis novos recrutas e disse-lhes, “Senhores doutores. Os senhores acabam de entrar para a carreira diplomática, mas não pensem que são diplomatas; os senhores são funcionários, só se é diplomata mais tarde, quando se aprender a arte da diplomacia. Os senhores estão aqui para aprender, mas ainda não são diplomatas”. Hoje, qualquer jovenzito diz que é diplomata! “Portanto, os senhores são funcionários, vão aprender e para isso têm de conhecer de que assuntos trata o Ministério, têm que circular por vários serviços, …”.

 

Chegamos ao 25 de Abril. No dia 25 de Abril, eu falei para casa do Spínola, atendeu-me a mulher, a D.ª Maria Helena, que disse que o marido estava na Pontinha e para eu ir lá. Eu fui à Pontinha e, quando lá cheguei, estava o João Almeida Bruno que me disse, “o nosso general quer que vás instalar os serviços da Junta de Salvação Nacional na Cova da Moura”. Eu fui para a Cova da Moura para procurar ver as salas e instalar os serviços, porque no dia seguinte a Junta instalou-se ali. Aliás, o general chega à Cova da Moura e há uma fotografia que é publicada na Flama, que é do general a chegar, com a legenda “o general Spínola chega à Cova da Moura”, e estou eu a recebê-lo. Ele sai do automóvel e estou eu a recebê-lo. Tivemos ali a Junta de Salvação Nacional e, logo no dia 28, o adido militar da Embaixada de França pede para ser recebido pela Junta. Eu recebi-o e ele disse que tinha recebido a notícia de Paris que o Presidente Senghor, que estava naquela altura na capital francesa, gostaria de se encontrar com alguém da Junta.

 

Depois, o que há de mais assinalável nesse período é a declaração do reconhecimento da independência da Guiné. Fui eu que a li. No dia da proclamação da independência, o PAIGC enviou uma delegação chefiada pelo comandante Pedro Pires e com o Vítor Saúde Maria e o Ansumane Mané que eram os membros da delegação e há, aí, dois factos, talvez, a mencionar. Um é que o Spínola tinha dito ao ajudante-de-campo dele, ao António Ramos, para ser ele a ler a declaração do reconhecimento da independência da Guiné. O António Ramos pediu para não ler, porque, enfim, tinha lá combatido e estava muito emocionado. E, depois, volta-se para mim, “você não se importa de ler?”. “Eu não me importo nada”. E li a declaração, claro.

 

E devíamos, portanto, agora que se fala tanto em reforma do Estado, fazer também a reforma das prioridades da nossa política externa e sentarmo-nos à mesa… “O que é que é verdadeiramente importante para nós?”. E investirmos. O que é importante tem de ser feito, tem de se arranjar meios. Não se pode dizer “não se faz, porque não há meios”. Há! Porque há meios para outras coisas!

 

 

[1] In Arquivo e Biblioteca do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Coleção Memória Oral da Diplomacia Portuguesa. João Diogo Nunes Barata; Pedro Aires Oliveira. «Entrevista ao Embaixador João Diogo Correia Saraiva Nunes Barata», Lisboa: 23 de janeiro e 1 de fevereiro de 2013, 108 pp. https://memoriaoraldiplomacia.mne.gov.pt/images/entrevistas/modp_2022_jdcsnb_barata_joao_2013_rev.pdf [Acedido em 07/10/2024]

25 de Abril em 12 Acordes no Palácio Galveias

 

cartaz exposição

A Rede para a Gestão da Informação e Conhecimento (GIC) das 12 secretarias-gerais, associou-se às comemorações do quinquagésimo aniversário do 25 de abril, e inaugurou no passado dia 24 de abril no Teatro Thalia, a exposição “25 de Abril em 12 Acordes”, onde esteve em exibição até ao dia 14 de maio.

 A mencionada exposição tem, como mote a música “Liberdade”, da autoria do músico e compositor Sérgio Godinho. Assim como a música, que inspirou a exposição, a mostra documental, objetos e registos audiovisuais baseiam-se nos esforços no desenvolvimento e na implementação de medidas e políticas públicas para a resolução dos problemas emergentes do período pós ditadura, conforme proposto no refrão, “Paz, Pão, Habitação, Saúde e Educação”. 

A exposição vai estar patente no emblemático Palácio das Galveias, a partir de dia 17 de maio até 28 de junho, no horário compreendido entre as 10h00-19h00 (3ª – 6ª feira) e 13h00-19h00 (2ª feira e sábado). 

«25 de Abril em 12 acordes» convida o cidadão a ressignificar o legado da Revolução dos Cravos nas nossas vidas, reafirmando a necessidade de valorizar a liberdade, a justiça social e a dignidade humana.

 

25 de Abril e a Nova Diplomacia

 

capa do livro orgulhosamente sós

O Instituto Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros apresenta a exposição virtual “25 de Abril e a Nova Diplomacia”. Nesta exposição poderá consultar os relatos dos diplomatas estrangeiros colocados em Lisboa sobre o 25 de Abril, e as reações dos governos estrangeiros junto dos diplomatas portugueses colocados em posto. Para além disso, são analisadas as alterações na Política Externa Portuguesa desencadeadas pelo 25 de Abril em torno de 4 eixos temáticos: a expansão da rede diplomática portuguesa, a aposta clara e decidida no multilateralismo, a descolonização e a nova relação com os PALOP e as alterações à própria estrutura da carreira diplomática, que em 1975 deixa de ser exclusivamente masculina.

 

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